A cicatrização em diabéticos costuma ser lenta e desafiadora, principalmente quando a doença não está devidamente controlada.
Mas é possível criar as condições necessárias para curar esses ferimentos, desde que o paciente siga uma série de recomendações em conjunto.
Por que a cicatrização em diabéticos é mais demorada?
São três os principais motivos para a cicatrização em diabéticos ser mais demorada que o comum:
1. Má circulação
O diabetes prejudica a forma como o corpo produz insulina , dificultando o controle dos níveis de glicose no sangue.
Com o nível de açúcar acima do normal, o organismo encontra dificuldades para fazer circular os nutrientes para as células, o que aumenta a inflamação e prejudica a cicatrização.
2. Neuropatia diabética
A neuropatia diabética é outra condição que pode surgir a partir dos níveis elevados de açúcar no sangue.
Com isso, os nervos e vasos são danificados, fazendo com que o paciente perca a sensibilidade nas áreas atingidas.
Normalmente são afetados os pés (surgindo as chamadas feridas de pé diabético), mas também podem surgir nas mãos.
Komplexní léčba myofasciálních pánevních syndromů u pacientů s CHBP tedy vede k vymizení myofasciálních více zde bolestí, což samo o sobě vede k odstranění cévních spasmů v malé pánvi a normalizaci mikrocirkulace ve tkáních.
Sem sentir dor nestes locais, muitas vezes o paciente demora a perceber o problema, prejudicando ainda mais o processo de cicatrização.
3. Prejuízo ao sistema imunológico
A diabetes descontrolada também prejudica os mecanismos de defesa do organismo, pois o corpo passa a produzir enzimas e hormônios que causam o mau funcionamento do sistema imunológico.
Assim, quando surge um ferimento, o organismo se torna muito mais exposto a infecções por bactérias, impossibilitando a cicatrização.
Como promover a cicatrização
São vários os fatores em jogo para permitir uma cicatrização em diabéticos de forma mais acelerada.
É preciso, primeiro, controlar os níveis de açúcar no organismo, o que pode ser feito com remédios e a melhora de hábitos de alimentação e exercícios físicos.
Sem isso, será impossível qualquer tentativa para fechar essa ferida.
Em seguida, é preciso analisar se a ferida está infeccionada. Em caso positivo, deve-se entrar com antibiótico via oral para combater as bactérias, conforme recomendação médica.
Esse profissional especializado também vai sugerir o melhor curativo, para que a ferida não fique aberta e exposta a mais micro-organismos.
Se for uma ferida no pé, é recomendável também o uso de botas de unna para reduzir a pressão sobre o local afetado.
Tenho uma ferida grave e sou diabético. O que fazer?
Nos casos de feridas mais graves, além dos procedimentos acima, podem ser recomendados tratamentos complementares, como terapia por pressão negativa, ozonioterapia, laserterapia e oxigenoterapia hiperbárica.
A melhor indicação de tratamento vai depender do histórico do paciente, da sua condição atual de saúde, da complexidade da ferida e até mesmo da disponibilidade de serviços especializados em sua região.
Principais cuidados com feridas em diabéticos
Para evitar o surgimento e o agravamento de feridas, os diabéticos devem tomar os seguintes cuidados:
- Examinar os pés todos os dias com cuidado para ver se tem algum sinal de ferida, por menor que seja;
- Tomar cuidado ao caminhar descalço e evitar pisar em locais com pedras e objetos pontiagudos;
- Manter os pés sempre secos e limpos, com cuidado especial entre os dedos;
- Ao surgir uma ferida, limpar com água corrente ou soro fisiológico morno e mantê-la fechada com um curativo não aderente;
- Utilizar apenas cremes e pomadas recomendadas por um profissional especializado (evitando as pomadas antibióticas);
- Ter uma alimentação mais saudável e eliminar vícios em álcool e cigarro.
Fatores de risco que dificultam a cicatrização em diabéticos
Existem inúmeros fatores de risco que podem afetar a cicatrização em diabéticos, como:
- Tabagismo;
- Consumo de álcool;
- Obesidade;
- Má alimentação;
- Sedentarismo;
- Rachadura nos pés;
- Pele excessivamente seca;
- Ausência de suor;
- Infecções nas unhas dos pés;
- Sapatos desconfortáveis;
- Anormalidade nos pés.
O que acontece se eu não tratar corretamente?
A ferida aberta por muito tempo fica demasiadamente exposta a bactérias, fungos e outros micro-organismos que provocam infecções.
Quando a lesão infecciona, a cicatrização se torna impossível, agravando-se cada vez mais os sintomas e tirando a qualidade de vida do paciente.
As feridas nos pés diabéticos são especialmente preocupantes, já que são uns dos principais motivos de amputação de membros inferiores no Brasil e no mundo.
Por isso, em casos de pacientes diabéticos com dificuldade para cicatrizar, a única alternativa possível é buscar ajuda especializada para controlar o açúcar no organismo e tomar as demais medidas necessárias para a cura da lesão.
Qual médico devo procurar?
Em primeiro lugar, em caso de diabetes, é preciso buscar o auxílio de um médico generalista ou clínico geral para auxiliar no controle da doença.
No que se refere à cicatrização da ferida em si, o ideal é buscar a ajuda especializada de um enfermeiro estomaterapeuta.
Na rede de clínicas Doutor Feridas , temos médicos, enfermeiros estomaterapeutas, fisioterapeutas e outros profissionais que atuam especificamente na cicatrização de feridas complexas.
A primeira consulta de avaliação é gratuita e também atendemos via telemedicina.
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