O tratamento da erisipela na perna exige uma série de ações conjuntas para promover a cicatrização da ferida e evitar complicações da doença.
Entre os cuidados estão o consumo de antibióticos e a adoção de medidas alternativas para controlar a dor e devolver a qualidade de vida ao paciente o mais rápido possível.
Conheça os tipos de tratamento para erisipela na perna
Uso de antibióticos orais ou intravenosos
O primeiro objetivo do tratamento da erisipela é controlar a infecção bacteriana.
Para isso, o médico deverá receitar um antibiótico via oral . Em casos mais graves, pode ser recomendada a aplicação do medicamento via intravenosa.
A quantidade e o período indicado para o consumo dos antibióticos dependerá da gravidade da lesão e das condições gerais de saúde do paciente.
Em casos de episódios repetidos da infecção, o médico pode receitar ainda antibióticos de longo prazo para prevenir futuras infecções.
Terapias compressivas
A depender da gravidade e da localização da erisipela, o uso de terapias compressivas (como botas de Unna e meias de compressão) costuma ser útil para reduzir a pressão no local da lesão.
Assim, contribui também para a redução da dor , acelerando o processo de cicatrização .
Deve ter uma boa indicação e ser monitorado com frequência, diminuindo o intervalo das trocas ao longo do tempo.
Em casos graves, é preciso associar a terapia compressiva com um produto que trate a infecção local, principalmente quando existirem feridas abertas.
Analgésicos
A redução da dor é fundamental para o paciente ir retomando sua qualidade de vida enquanto realiza o tratamento da erisipela na perna.
Para isso, o médico pode receitar analgésicos como dipirona e paracetamol.
Em casos mais graves podem ser prescritas medicações controladas.
Repouso e elevação das pernas
O tratamento da erisipela envolve ainda os cuidados do paciente em casa, fazendo repouso e mantendo as pernas elevadas conforme orientação médica.
O uso de bolsas frias na região da lesão também é indicado para o alívio da dor local.
Controle das condições gerais de saúde do paciente
O sucesso do tratamento da erisipela na perna dependerá também de uma análise geral do paciente , para identificar as possíveis causas que levaram à doença.
Do contrário, o paciente pode vir a sofrer novamente com este problema, mesmo depois do tratamento ter dado resultado inicialmente.
Desbridamento da ferida
Em casos de lesões com necrose, o médico deve recomendar o desbridamento da ferida, que é a remoção do tecido morto para permitir a cicatrização da pele.
Quais as principais causas da erisipela?
A erisipela é uma forma superficial de celulite, uma infecção bacteriana potencialmente grave que afeta a pele.
Ela é mais comum em casos de:
- Diabetes
- Doenças venosas
- Doenças crônicas de pele, como psoríase
- Deficiência imunológica
- Obesidade
- Gravidez
- Alcoolismo
- Rupturas na barreira da pele devido a picadas de insetos
- Episódios anteriores de erisipela
- Feridas cirúrgicas
- Radioterapia
- Lesão anterior
Como é diagnosticada a erisipela?
O diagnóstico de erisipela envolve, em primeiro lugar, a avaliação dos sintomas visíveis, como bolhas, feridas ou erupções cutâneas.
O médico vai analisar também o histórico de saúde do paciente para procurar as possíveis causas e complicações que estão impedindo a cura da doença.
Para isso, ele solicitará um exame de sangue para procurar sinais de infecção e fazer a cultura sanguínea para identificar os tipos de bactérias que causaram o problema.
Quais os sintomas da erisipela?
A erisipela é caracterizada clinicamente por placas brilhantes, elevadas, endurecidas e sensíveis com margens distintas, podendo se apresentar em forma de bolhas.
Seus principais sintomas são:
- Febre alta
- Mal-estar
- Calafrios
- Fadiga
- Dores de cabeça
- Tremedeira
- Vômitos
Erisipela é contagiosa?
Sim. Como a doença é provocada pelo contato com bactérias, a erisipela pode ser contagiosa.
Por isso, é importante um cuidado adicional com quem está auxiliando no tratamento desse paciente, evitando o contato direto da pele com a ferida aberta.
É recomendado também que o portador de erisipela não compartilhe objetos de higiene pessoal com outras pessoas, enquanto estiver acometido pela doença.
O que pode acontecer se não tratar a erisipela corretamente?
Embora sejam raras, as complicações podem acontecer se a erisipela não for tratada rapidamente.
As principais delas são:
- Inchaço crônico nas pernas
- Gangrena
- Abscesso
- Infecções repetidas mesmo em locais distantes da lesão
- Tromboflebite
- Infecção nas válvulas cardíacas
- Choque séptico
- Artrite séptica
- Tendinite
Como prevenir a erisipela
Você pode também prevenir o surgimento da erisipela mantendo a pele sempre saudável e bem hidratada.
Evite ainda coçar a pele, para que não se formem rupturas propícias para a entrada de bactérias.
Ao sofrer algum arranhão ou corte na pele, inicie os cuidados para a cicatrização o mais rápido possível, para reduzir o risco de infecção.
Esses cuidados envolvem a limpeza correta da ferida e, em casos mais graves, a consulta com um médico especializado.
Seu médico pode ainda prescrever penicilina para cuidados preventivos de longo prazo, para reduzir o risco de infecção recorrente.
Qual médico devo procurar?
A erisipela, comumente, é tratada pelo médico dermatologista.
Outra possibilidade é buscar o tratamento especializado em feridas, em uma clínica com profissionais de diversas especialidades.
Na Doutor Feridas , por exemplo, contamos com uma equipe de médicos, enfermeiros estomaterapeutas (especialidade em feridas), fisioterapeutas e outros profissionais focados somente no tratamento de feridas.
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